domingo, 9 de setembro de 2012

Dor



Dor é a palavra mais distante do amor

Dor não pode ser definida por uma cor

Dor não pode ser denominada por um valor

Dor é sim no coração a ausência de calor

Dor é dor que na boca vira um péssimo sabor

Dor é a mão firme que despetala a mais bela flor

Dor não é cor, se dor não tem valor, se é longe do amor

Dor seria o calor que acaba com o sabor da minha flor? Não

Dor simplesmente é apenas Dor


domingo, 10 de junho de 2012

Rosa


Complexo mundo dislexo em que o perfume com nexo da Rosa me leva ao sexo

Rosa que mesmo doente e com metade do brilho do seu sorriso

É destaque e ilumina os mais belos jardins do paraíso

Seu amor é tão maravilhoso que supera a divindade dos deuses do olimpo

Inspira a árvore mais talentosa onde cresce os frutos puros de todo o tipo

Rosa que fica triste com a flor errada merece ser mais que uma simples namorada

Pétalas suaves e deliciosas com um caule cheio de curvas 

Seu olhar é mais atraente e penetrante que mil virgens nuas

Dizem que Rosas não falam simplesmente as Rosas exalam

Eu tenho uma que fala e exala amor espantando toda a dor

Transborda beleza que ofusca as mais brilhantes constelações do céu

Rosa meu amor, minha flor preferida, minha lua de mel


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Doces Cabelos



Doces cabelos, como eu os amo

Liso ou crespo, preto ou vermelho, molhado ou seco

Doces cabelos que se movem com o vento

Que ficam mais esplêndidos com o tempo

Doces cabelos pôs mil, que por vezes escondem o rosto mais puro que esse mundo impuro já viu

Revela a beleza mais digna dos 7 mares

O coquetel mais extraordinário de 700 bares

Doce donzela tímida escondida atrás da coisa mais bonita dessa vida


domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Teoria Triangular do Amor



Me ama ou me odeia estou perdido nos fatos
Te amo pelo que você é, mas odeio os seus atos
Que mágica foi essa que arrancou meu coração
E o fez virar dúzias de rosas jogadas aos seus pés em completa ambição

Pensamentos de palavras não ditas
Frases de palavras não repetidas
Desejos de palavras não mantidas

Me desfaço em lágrimas pelo frio que hoje sinto no seu olhar
Penso em não mais amar
Penso nos teus carinhos que nunca mais vão voltar
Sobrevivo pelas promessas ditas e palavras repetidas
No contexto absurdo que formou essas feridas

Amar e não ser amado é como nascer sem alma
Transar com calma, espetáculo sem palma
É viver por viver, nascer por nascer, morrer por morrer
É lutar pra não vencer


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pecados do Coração


O Amor é como uma brisa que sopra as dores da solidão
Amar e não ter, ter e não amar é uma equação tão complicada
que palavras tiram toda a sutileza dos detalhes
Pensar no proibido é pensar errado?
Poetas perdem a cebeça tentando decifrar esse mistério
Talvez ser feliz seja apenas uma metáfora infeliz
Poesia profana em dias profanos
Uma esperança ainda sorri no horizonte
E talvez eu seja perdoado dos pecados do coração

sábado, 17 de dezembro de 2011

Cazuza - O Tempo Não Para


Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dias e Noites



Dias em que meus olhos veem a chuva cair de baixo pra cima

Noites em que meus olhos enxergam a lua como uma laranja lima

Dias em que o sol não aparece porque não está no clima

Noites em que nas fabulas o Lobo mal salva a Chapeuzinho Vermelho

Dias em que a rápida tartaruga vence o coelho

Noites em que acordo meia-noite pra almoçar

Dias em que a única coisa a fazer é botar o pijama e não acordar

Noites em que finjo que os dias seguintes jamais chegaram

Dias em que finjo ser invisível pras noites sombrias que chegaram

Noites em que me sinto inexplicavelmente infeliz

Dias em que me sinto explicavelmente incapaz de ser feliz

Dias e Noites de pernas pro ar em que você não está mais do meu lado